O que é depressão recorrente?
Depressão recorrente refere-se à ocorrência de episódios depressivos repetidos ao longo do tempo — ou seja, depois de um episódio e de um período de melhora, os sintomas voltam. Pessoas com histórico de episódios depressivos têm risco aumentado de novas recaídas, o que torna essencial um plano de acompanhamento e prevenção.
Principais sintomas
Os sinais são semelhantes aos da depressão maior e incluem: humor persistentemente triste, perda de interesse ou prazer em atividades, fadiga, alteração do sono e apetite, lentificação psicomotora ou agitação, dificuldade de concentração e pensamentos de morte ou suicídio. A presença desses sintomas por pelo menos duas semanas costuma caracterizar um episódio depressivo.
Causas e fatores de risco
A depressão recorrente resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Entre os fatores que aumentam o risco de recidiva estão histórico prévio de episódios (quanto mais episódios anteriores, maior o risco), estresse crônico, uso de substâncias, comorbidades médicas e baixa adesão ao tratamento. Genética e vulnerabilidade neurobiológica também desempenham papel importante.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico: feito pelo médico a partir de entrevista detalhada, história dos episódios, avaliação do impacto funcional e exclusão de causas médicas (ex.: hipotireoidismo, efeitos medicamentosos). Instrumentos padronizados (escalas de depressão) e informações de familiares podem ajudar. Exames laboratoriais ou de imagem podem ser solicitados para investigar causas orgânicas quando indicado.
Estratégias eficazes de tratamento
1. Tratamento agudo — aliviar os sintomas
Para episódios moderados a graves, combina-se frequentemente antidepressivos (ISRS, IRSN e outros) e psicoterapia (principalmente terapia cognitivo-comportamental — TCC). Em casos graves ou refratários pode haver indicação de ECT (eletroconvulsoterapia) ou esquemas farmacológicos específicos sob supervisão especializada.
2. Prevenção de recaídas — tratamento de manutenção
A prevenção de novos episódios é crucial na depressão recorrente. Estratégias comprovadas incluem:
- Manutenção farmacológica: manter antidepressivo por tempo prolongado (meses a anos) conforme risco individual — especialmente em quem teve múltiplos episódios. A decisão deve ser individualizada, pesando benefícios e efeitos adversos.
- Psicoterapias de manutenção: terapias como TCC de manutenção ou MBCT (Mindfulness-Based Cognitive Therapy) mostram efeito preventivo importante e, em alguns estudos, desempenho comparável à medicação na prevenção de recaídas para pacientes com histórico recorrente.
3. Abordagens integradas e cuidados gerais
Além de medicação e psicoterapia, intervenções em estilo de vida (sono regular, exercício, redução de álcool e drogas), psicoeducação e construção de uma rede de apoio são fundamentais. Monitorização contínua, plano de ação para sinais de recaída e consultas de acompanhamento regulares aumentam a segurança e a eficácia do tratamento.
Quando procurar ajuda imediatamente
Procure avaliação urgente se houver:
- ideias ou plano suicida;
- incapacidade de cuidar de si mesmo;
- piora rápida dos sintomas;
- recusa alimentar ou risco médico associado.
Em situações de risco, busque serviço de emergência ou linha de apoio local.
O que você pode fazer hoje
- Mantenha consultas regulares e registre sinais precoces (sono, humor, energia).
- Siga o tratamento conforme orientado e converse com seu médico antes de interromper medicação.
- Considere intervenções psicoterápicas de manutenção (TCC/MBCT) se já teve episódios anteriores.
- Evite automedicação e abuso de álcool/psicoativos.
Fale com o Dr. Heimar
Se você tem histórico de episódios depressivos ou nota sinais de retorno dos sintomas, agende uma avaliação. O Dr. Heimar realiza avaliação clínica completa, propõe plano individualizado (medicação quando indicada, psicoterapia e estratégias de prevenção) e acompanha a resposta ao tratamento.
